sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Capítulo 56



Dentro do carro Maria Cecília seguia rumo ao que as pistas indicavam, lembrava da sua insistência em Augusto acompanhá-la, mais alguém teria que ficar com o Sebastian e avisar a Sônia que ela tinha saído. Dirigia atenta, passava mentalmente o que tinha inscrito no envelope: Pegue a estrada saindo na Rota 6, siga em frente parando apenas no quilômetro 60.

Assim o fez, dirigia devagar, passou pelo quilômetro 20, 40, 60. Observava o ambiente, não estava totalmente escuro, não existia nenhum sinal suficientemente grande e de uma próxima pista. Do outro lado tinha um posto de gasolina, não parecia perigoso, tirou o sinto e desceu. – Quilômetro 60 é aqui – falava sozinha, olhava o chão e nenhuma pista, pega a folha e percebe que o 60 estava em negrito, provavelmente a pista estaria na placa, as pessoas do outro lado deveriam achar que ela era uma louca observando aquela placa, mais ao pegar o celular e iluminar a parte de trás encontra um envelope vermelho fixado a mesma. – Segunda pista – estava gostando daquilo. Entra dentro do carro e começa a ler em voz alta: - Até agora foi fácil, vamos complicar mais um pouquinho? Você está sozinha e perdida, mais sabe que algo muito importante está a sua espera, o que as pessoas fazem quando estão perdidas? Lembre-se de que está sozinha –  pedem informação – pensava -  mais se tratando da minha situação o correto era seguir em frente. – primeira parte do enigma desvendado, continuava lendo – você passará por terrenos nada planos – estrada de terra? – Lembrava que Augusto tinha lhe falado em Chácara – mais antes terá que encontrar uma árvore, difícil não é? Tendo tantas pelo caminho. Mais essa é especial, não custa nada pedir informação, caso encontre alguém pelo caminho dos pinhais. Lá terá a próxima pista – Caminho dos Pinhais? Estrada de terra, caminho dos Pinhais, deve ser esse o  lugar. – liga o carro e atravessa a via parando no posto de gasolina.

- Moço – chamava o frentista – Boa noite – já estava escuro – sabe me informar como eu chego no Caminho dos Pinhais? – o rapaz era jovem e parecia desinformado.

- Sei não moça, nunca ouvi falar, mais eu sou novo aqui.

- Ótimo. – sussurrava.

- Mais eu vou perguntar aqui – corria prestativo enquanto Cecilia aguardava impaciente, nunca pensou que uma pessoa pudesse ser criativa a tal ponto como Luan estava sendo. O rapaz vinha dessa vez com um Senhor, também frentista.

- Noite! – cumprimentava – a moça tá procurando o Caminho dos Pinhais.

- Isso!

- Nossa, fazia tempo que eu não ouvia esse nome – o senhor ria.

- Porque? – ela pergunta curiosa.

- Porque esse caminho não existe mais – ótimo Luan tinha lhe dado a informação errada mais o Senhor continua explicando – bom, era uma estrada que dava em várias fazendas, Chácaras e tanto de um lado, como de outro tinha uma floresta de Pinhais, ai o lugar ficou conhecido por esse nome.

- E a floresta não existe mais? 

- Bom, o Ibama tenta reconstruir ela já faz um tempo, mais o problema é que virou propriedade privada ai fica difícil né moça? 

- Mais não sobrou nenhuma árvore? – perguntava curiosa, pois no envelope falava-se de uma árvore apenas.

- Só uma, que ficou na beira da estrada por não pertencer a ninguém.

- Como eu chego lá?

- A moça quer ver uma árvore a essa hora da noite? Pode ser perigoso – advertia.

- Não, é que eu preciso chegar numa Chácara e é por esse caminho – bom, torcia para que fosse.

- Ah, então a moça faz o seguinte, vai seguir em frente e no quilômetro 160, já de longe vai ver uma árvore enorme sabe? Conhece um pinheiro né? – ela fazia que sim, sabia que o Pinheiro do Paraná não era que nem muitos pensavam, iguais a uma árvore de natal, sua copa era extensa e redonda. – pronto chegando lá você vai encontrar o caminho.

- Obrigada – dava partida e seguia em frente, mais 100 quilômetros – pensava – chegaria tarde isso se conseguisse achar. Provavelmente a pista estaria nessa árvore, ligou na rádio mais a medida que se afastava da cidade o sinal ficava péssimo. Então resolveu se concentrar em Luan, no que ele já tinha lhe proprorcionado com o Sebastian, com as flores e tudo o mais que poderia acontecer nessa noite. Sim, ele era perfeito. Sob a luz da lua que começava a despontar no céu enxergou a árvore gigantesca, parou no acostamento e dessa vez não tinha a quem recorrer, nenhum sinal de vida humana por perto, no tronco da árvore antiga estava preso mais um envelope, com mais medo entrou dentro do carro e o travou depressa: - Não aguento mais esperar você, seja rápida certo? Lembra o que tem que fazer agora? Ou quer desistir? – ela pensava nos outros envelopes, desistir significava seguir em frente, observa ao lado da árvore e enxerga a velha estrada de terra: - Não tenha medo, deixa as estrelas te guiarem até mim. Te espero. Luan.

Seu coração acelerava, mais olhava o céu e as estrelas ainda não tinham aparecido, de que estrelas ele falava? Depois de alguns minutos andando devagar e com cuidado sob o terreno cheio de buracos, entendeu o que Luan queria dizer, eram estrelas, bom várias luzes em forma delas iluminado o caminho de ambos os lados, aos sorrisos imaginava o trabalho que tiveram pra fazer aquilo, o caminho era extenso mais em poucos minutos ela parava em frente a uma propriedade de muro alto e de portão largo. Alguém vinha abordá-la.

- Boa noite – um rapaz bem vestido lhe cumprimentava – Cecília não é? – ela concordava – queira descer por favor? Eu guiarei a senhora a partir daqui – ela descia perplexa e ele tomava –lhe a mão.

- Meu carro – lembrava.

- Vamos nele, apenas quero que ponha isso – entregava-lhe uma venda, ela a coloca sem pensar duas vezes e deixa-se guiar pelo jovem rapaz, ele abria a porta do carona e ela sentava, ouve o bater da porta e o barulho do motor ao dar partida, o carro andava devagar, pelo movimento fazia uma curva para a esquerda e parava – aguarde um minuto. – o rapaz batia a porta e segundos depois a sua era aberta, ele não disse nada mais mesmo assim entregou-lhe sua mão, impossível não reconhecer aquele toque.

- Luan? – falava entre sorrisos e levando a mão a venda.

- Hey, hey! Não pode tirar ainda – Luan advertia.

- Até quando?

- Só alguns minutos – falava no seu ouvido – você está linda. – segurava forte sua mão.

- Já não bastava as surpresas de hoje ainda mais essa? – caminhavam com cuidado.

- Não gostou?

- Não! Tá tudo perfeito Luan! Eu amei tudo.

- Até a brincadeira das pistas? – falava receoso.

- Muito criativa! Me senti em um filme romântico americano onde tudo isso pode acontecer – falava empolgada.

- Me lembre de agradecer a Bruna por isso, eu não tinha concordado sabe? Achei que não conseguiria achar – falava a parando e virando-a em sua direção.

- Assim você duvida da minha capacidade Lu. – sorria.

- Do que me chamou?

- De Lu – dá de ombros – não gostou da abreviação?

- Adorei!

- Vai tirar essa venda ou não?

- Calma – fala entre seus lábios – pra que pressa? Temos a noite toda.

- Mais de nada me adianta ter a noite toda se não posso ver o que realmente vai tornar essa noite especial – bastou ela terminar de falar isso pra Luan não resistir e beijá-la, um beijo urgente, como se precisasse dele pra sobreviver a tomava pelos braços e sem ela perceber ele soltou uma das mãos e desamarrou sua venda, sendo seus olhos a primeira coisa que tomou sua visão.

- Pronto! Espero que goste – abria os braços e mostrava o ambiente – bem vinda a minha Chácara.

- É linda – falava encantada – percebeu que atrás de Luan tinha o caminho que foi percorrido por eles, todo iluminado com as mesmas lamparinas em forma de estrelas, a fazenda era de uma grama verde e tinha uma piscina enorme cheia de bolas brancas e douradas sob suas águas, ao lado uma mesa com frutas, comida japonesa, bebidas, pratos e talheres, e logo atrás um monumento que enchia sua visão, a casa de dois andares trabalhada em vidro e madeira rústica, misturando o clima de fazenda com a modernidade das edificações, muitas plantas e uma escada que dava como entrada até a casa, no seu corrimão de ambos os lados brilhavam pequenas luzes guiando mais um caminho.

- Gostou? – Luan a abraçava por trás dando um beijo de leve na sua nuca, ela adorava aquele perfume suave que ele usava, se existia um vicio qual não poderia viver era o seu cheiro.

Ela virava o encarando: - Amei! – observava o figurino de Luan, vestia calça escura e seu velho e inseparável tênis, uma camisa branca de botões por baixo, uma gravata preta que combinava com seu colete, e para não perde seu estilo jogou uma jaqueta azul chumbo por cima. Estava perfeito.

- Que bom, eu não sabia muito o que fazer e recorri aos amigos! – admite – tudo menos o Sebastian, foi ideia minha. – Falava orgulhoso.

- Eu amei o Sebastian, e espero que ele não encontre os meus sapatos – os dois riem.

- Labradores são comportados – defende.

- Não acho que filhotes sejam, ele já começava a trabalhar com os sapatos do Augusto quando eu estava saindo de casa.

Luan olhava pros seus tênis: - É...quando eu for visitá-lo irei de chinelo – riam alto.

- Bom, você tá com fome?

- Acho que ainda é cedo! Pode me apresentar sua fazenda!

- Garanto que ela é mais linda durante o dia! 

- Não importa, estando com você qualquer lugar fica mais bonito – suas bochechas ficavam num leve tom vermelho.

- Bom, então vamos lá – dava-lhe o braço e seguiam pela propriedade iluminada por várias estrelas brilhantes. Luan mostrava cada cantinho, não era grande ao tamanho de uma fazenda, realmente era pra seu descanso, um espaço pra fazer churrasco com os amigos, um mini campo onde jogava bola, uma sala de jogos com várias sinucas e videogame, o que chamou a atenção de Cecília, quando Luan explicou que era viciado em jogos e que algumas vezes perdia pra Bruna, tinha um jardim que ele ressaltou que era cuidado por sua mãe.

- Pronto, acho que acabei – sentavam em um banco de madeira, de frente a uma fogueira que ainda não estava acesa.

- Faltou a casa – aponta.

- Ah, não pode entrar lá ainda.

- Porque não!

- Só depois – ele a puxava pro seu colo beijando-a, ela entendia esse depois.

- Eu acho que depois desse tour eu realmente estou com fome. – ria entre lábios.

- Que ótimo, porque eu estou desde que cheguei aqui, mais a Bruna não me deixava comer nada – falava decepcionado.

- Humm, a Bruna é fogo viu? Matando meu amor de fome? – ele adorava quando mimavam ele – o que temos de cardápio?

- Comida Italiana!

- Pensou em mim?

- É, bem...eu gosto de comida japonesa, mais não podia esquecer de você, então escolhi a comida Italiana, só acho que não é igual aquele trem que comi na sua casa, o nome deve ser menos difícil. – ela ria alto, Luan era tão natural.

Caminhavam de volta a piscina, no espaço que foi transformado especialmente para ambos, dois garçons serviam eles, o prato da vez depois de uma entrada de salada e legumes ao azeite foi Spaghetti a Puttanesca. Era um tipo de macarrão envolvido em um molho de tomate e outras especiarias, continua lascas de camarão, seguido por azeitonas, alcaparras e anchovas.

A mesa ao lado também estava cheia de especiarias Italianas, pastéizinhos doces e salgados, bolinhos e doces, muitos doces.

- Gostou? – falava tomando um gole de vinho.

- Perfeito. Quando vai parar de me surpreender?

- Que tal irmos lá na fogueira? – essa era a deixa para as pessoas que tinham organizado o jantar irem embora e deixarem a casa só pra eles - Com direito a vinho, voz e violão – completava.

Seguiam de mãos dadas e levavam uma garrafa de vinho, Luan pegou uma manta e deu-lhe para aquecer, estava frio. Sentados lado a lado ele pega o violão e começa a tocar, algumas músicas do seu repertório, outras de outros artistas, mais o que encantava Cecília não eram as canções, o ambiente, a voz, mais sim todo o conjunto, nunca esperava que o menino de cabelo arrepiado e que cantava sertanejo fosse tudo o que ela esperava, de verdade acreditava que ele era mais um, que queria aproveitar a vida e sua fama, mais ali a sua frente estava um menino de interior, simples, cheio de preceitos familiares, a moda antiga que ainda dava flores e falava de amor.

- Sempre foi assim? – interrompia Luan.

- Assim como?

- Romântico? 

- Nem sempre, mais você me faz querer ser, já começo a trabalhar na nossa música! Quer ouvir um trecho?

- Não, não! Quando estiver pronta, por enquanto quero ficar assim abraçadinha com você – ambos olhavam a fogueira que acabava de queimar.

- Eu tenho algo pra te dar – falava no seu ouvido.

- O que mais pode ser? Eu já tenho em meus braços tudo que preciso. – sussurrava.

- É muito bom ouvir isso! – fala satisfeito – você sabe que por mim eu já assumiria tudo e...

- Ainda é cedo – admite.

- Exatamente por isso que comprei algo pra você – entregava-lhe uma caixinha –abre.

Ela já suspeitava o que fosse, ao abrir a caixa dentro dela tinha um anel dourado, ele era grosso, lembrando o formato de uma aliança e em cima dele tinha algumas minúsculas pedras cravadas fazendo um desenho lindo e peculiar, dando a peça um ar glamuroso.

- É lindo. – agradecia encantada.

- Entende o que significa?

- Compromisso – morde o lábio.

- Eu pensei em comprar um pra mim também, mais imagina a repercussão? – tirava o anel e colocava no seu dedo – essa é nossa aliança, dentro dela tem meu nome gravado junto do seu, pra mostrar que estarei sempre com você.

- Luan eu...

- Xi, escuta por favor?  - ela concorda – Eu nunca senti isso por alguém e sei que estou me precipitando demais, só que eu não consigo controlar, eu quero dizer ao mundo que você é só minha, que eu estou com alguém, que a amo muito que me faz feliz, me faz sentir leve, e está me mostrando o lado bom do amor de novo, não sabe o quanto é bom ter você 24 horas ocupando meus pensamentos, me pegar pensando no seu sorriso, no que está fazendo, se está bem, sonhar com você é acordar riscando mais um dia no calendário, diminuindo a distância em te ver, essa pessoa é você e minha vontade é gritar aos quatro cantos do mundo, eu entendo seu lado, que precisa de mais tempo, só que essa aliança de compromisso me dá um certo conforto em relação a nós, não que eu não o tenha, mais é a forma mais tangível de me prender a você, o começo do nosso para sempre. – ria desconcertado.

O que dizer depois de tudo aquilo? Ele simplesmente a deixava sem palavras e apenas conseguiu repetir: - Para sempre Luan. – seus olhos queimavam nos dele, num movimento rápido ele a toma pelos braços, ouviram o barulho da taça de vinho cair na grama mais não se importaram, estavam ocupados demais com o beijo, fechou os olhos e apoiou a cabeça em seu peito, Luan caminhava com ela nos braços, sendo apenas perceptível  o barulho frenético dos seus corações e dos passos urgentes  do seus sapatos na grama, subiu as escadas sem nenhuma dificuldade, com o pé empurrou a porta e ela deslumbra aquele ambiente, a sala era moderna nada comparado ao estilo fazenda, diferenciando de uma lareira que tinha ao centro, estava ornamentada pequenos arranjos de vidro que no seu centro brilhavam com luzes vermelhas que se estendiam por toda lateral da escada em nenhum momento ele a pôs no chão, subiu mais alguns degraus e entrou por um corredor longo onde tinham várias portas , na terceira do lado esquerdo parou e a colocou no chão.

- Isso não é justo – ela falava entre seus lábios – eu nem tive a oportunidade de conhecer a casa direito – zombava.

- Mais vai conhecer a parte mais interessante, meu quarto.

- Humm, isso é muito interessante sabia?  - com sua mão rápida destranca a porta e entra aos beijos num ambiente totalmente decorado com velas, rosas e tecidos vermelhos, alguns incensos queimavam num canto, o aroma era doce.

Luan não perdia tempo, tinha pressa, pressa em tê-la em seus braços, em provar os seus beijos, seu corpo, a maciez da sua pele,  e tê-la mais uma vez só sua.

Com as mãos ágeis desfazia-se da sua blusa e da dela ao mesmo tempo, a respiração acelerada e sôfrega se intensificavam quando deitou sob seu corpo, ambas as faces eram uma mistura de desejo, de fome um do outro e de alegria, em meio as carícias era possível identificar a linha de um sorriso que se formava por viver aquele momento. Eram totalmente dependentes daqueles beijos. Gemidos, sussurros e suor. Dois corpos bailavam formando apenas um, Cecília prendia-se a Luan, puxando-o para mais perto pra diminuir qualquer espaço que ainda existisse entre os dois. Luan a encarava nos olhos, segurando sua cabeça e a puxando para mais um beijo, era difícil de escolher o que mais gostava nele, se era seu cabelo bagunçado e suado grudando nas laterais do seu rosto, se era seu olhar a mergulhar nos seus quando sussurrava “eu te amo” ou seu peito nu, forte e quente repousando sob o seu. Fogo, desejo, satisfação e cansaço consumiam os dois.

No final restaram dois corpos nus, suados e unidos. Não existia vergonha, timidez, pertenciam um ao outro e apenas aquilo importava, Luan enchia Maria Cecília de beijos, tocava lentamente seu pescoço com os lábios, descendo por sua clavícula e colo, era a melhor tortura que ela poderia sentir. Deitada sob seu peito nu Luan brincava com sua aliança, única peça que a vestia naquele momento. Silêncio. Não precisavam ser proferidas inúmeras palavras, declarações, o que acabavam de vivenciar calava tudo, e explicava tudo, nasceram um pro outro. 

Lá fora caia uma leve chuva insuficiente para acabar com o sol que queimava lá dentro.

- Já te disse que adoro chuva? – Cecília perguntava contra seu peito.

- Acho que sim – continuava brincando com seu anel – também gosto de chuva.

- Ela deve te deixar lindo – falava olhando nos olhos.

- Como assim? – não entendia.

- Adoro quando seu cabelo tá assim, natural, grudado na pele como quem está embaixo de uma chuva, fico imaginando... – calava.

- Eu gosto de você no sol – Luan também falava – seus olhos ficam mais vivos, parece um anjo com os cabelos loiros brilhando ao vento.

- Estou longe de ser um anjo Lu. – o abraçava forte – meu histórico não é dos melhores.

- Se importa em ser o meu anjo? – a defende – você não se vê com clareza Maria Cecília.

Ela ri da colocação de Luan: - Garanto que comecei a ficar melhor a exatos trinta dias, acho que esse papel de anjo está invertido. – beija sue peito nu causando leves arrepios em Luan.

- Você precisava de alguém que te botasse rédeas curtas muié – começava a brincar com ela – ai eu apareci!

- A é? Senhor coronel! – ela reclama e Luan ria alto.

- Tô de brincadeira amor! Cê sabe que eu te amo né?

- Sei sim bobo! Como vai ser daqui pra frente? – ela perguntava.

- Iremos comemorar mais um mês, depois mais outro, depois mais outro, e mais outro...pra sempre! Claro até você achar a hora certa e nos assumir –fazia bico.

- Quando chegar você vai saber – abraça seu mundo.

- Espero que não demore, não quero te perder Cecília, sabe? A cada vez que eu vou embora é como se eu não fosse mais te ver, fosse te perder, fico angustiado, não quero ficar longe de você, nunca.

Ela pensava na viagem na Inglaterra, será que Luan adivinhava alguma coisa? – Você não vai me perder Luan, nunca. Eu prometo, e esperaremos mais uns meses tá? Até podermos assumir sem nenhum problema pra você, nem pra mim. A sombra da Paloma tem que desaparecer.

- Você sabe que eu não me importo – rebate.

- Mais eu me importo, seus pais se importam, sua equipe, suas fãs daqui de Londrina, seus amigos – enumerava – não vamos discutir sobre isso tá? Vamos viver o agora, o futuro vem com o tempo.

Luan respira fundo e aceita: - Tudo bem – afagava seus cabelos e por alguns segundos se concentram na chuva lá fora – o que a poeta diria pra esse momento agora?

Ela ri, adorava saber que Luan gostava de suas palavras: - Não espere muita coisa,  você consegue tirar todo meu raicocinio.

Ele começa a beijá-la mais uma vez e percebe o efeito que tinha sobre ela, rindo no final: - Isso é golpe baixo Luan! Vai me deixar dizer?  - ele a puxava pra perto de novo e beijava-a mais uma vez, Luan gostava de provocar - Bom, pelo menos de alguns segundos pra eu recuperar meus sentidos.

Ele dá sua risada mais engraçada do mundo e concorda: - Tá bom, vai. Eu não faço mais isso, bom, enquanto não me falar claro.

- Bobo – Luan aguardava suas palavras

- Depois disso tudo que vivemos agora, de estar com você, sentir você, seu cheiro, sua pele, ouvir sua voz a pé do meu ouvido dizendo que me ama, que sou tudo que sempre quis, eu tenho, tive e sempre terei total certeza de que eu não quero que você saia da minha vida. Permaneça sempre, sempre e sempre. Porque eu te necessito, perto, longe tanto faz desde que eu saiba que está comigo nada mais importa. Meu mundo é você, se me pedir pra escolher, sempre vai ser você, a pessoa que me deu sentido, me trouxe de volta e pela qual eu me lapido todos os dias,  eu não me imagino mais sem você – encosta sua testa na de Luan e enrosca seus dedos em cabelo – só peço um pouquinho de paciência comigo meu amor, em breve estaremos juntos pra todo mundo e todos saberão o quanto somos felizes, esse é o preço que tenho que pagar por ter sido infantil e  irracional, só mais um tempo – suplica.

- O tempo que for preciso, por você vale a pena esperar, mais quem mandou se apaixonar por um impaciente hein?

- O impaciente mais lindo do mundo. Eu te amo.

- Eu também te amo.


Já dizia a poeta: “O amor vai até onde tem que ir. Até onde os dois quiserem. Até onde se propuserem a lutar. O amor dura para os fortes, para os que não têm medo de passar por obstáculos, por rotina, por empecilhos, por dificuldades e, também, por infinitas alegrias.”

Amar é para os fortes, e ali abraçados e apreciando o barulho da chuva estavam duas pessoas que já declaravam total e dispostos a lutar pelo que sentiam. Obstáculos viriam, rotina, empecilhos, dificuldades fazem parte de qualquer coisa nas nossas vidas, mais a vontade de querer, de ter e de lutar pelo que queriam e pelo que sentiam eram mais fortes que tudo. Porque a batalha estava só começando. 

CONTINUA...
Espero que tenham gostado amores!!
Adoro o Luan romântico! s2
Mais vou logo avisando, agora as coisas não vão ser fáceis pra esses dois!
Querem saber o que vai acontecer? 
AGUARDEM próximos capítulos!
Beijos! ;**
@_Vanesssaa_

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Capítulo 55




Maria Cecília entrou depressa com Sebastian dentro da sua casa, soltou-o no jardim e ele já começava a correr e brincar com uma bolinha que veio no seu Kit, tão pequeno ele dava latidos fininhos e se embolava todo na grama, parecia que ele gostava da sua nova casa, a farra dele com Cecília chamou atenção de todos na lá dentro. 

- Mais o que é isso? – Arthur falava irritado de frente pro jardim, Sônia chegava logo atrás.
- Bom, ele tem quatro patas e late, conhece algo parecido? – Cecília falava com Sebastian nos braços.

- Um labrador? Que lindo – Sônia acariciava o bichinho que parecia gostar dela – como ele veio parar aqui?

E agora? O que falar? Dizer que tinha ganho ou dizer que o abandonaram? – É, meu telefone tocou de manhã – explicaria a verdade -  alguém disse que tinha uma surpresa, ai quando vim o Sebastian estava na cestinha.

- Sebastian? – Arthur desprezava – não quero isso aqui em casa, o papai nunca gostou de cachorros e...

- E o Sebastian fica – Sônia dizia – ele é lindo e vai ser muito bem cuidado não é Sebastian? – falava virando pro animal.

- Quem mandou isso de presente pra você? Mal cuida de si própria quanto mais de um cachorro – Arthur alfinetava a irmã.

- Foi um amigo pelo que tinha no bilhete – puxa do bolso do seu moletom – quer ler Arthur?
- Não me interessa – mentia  e ela acredita que ele já imaginava quem fosse, Sônia também imaginava quem era o tal “amigo”.

- Bom, vamos comer Sebastian? – Cecília falava afagando a cabeça do cachorro seguida por Sônia enchendo-o de mimos.

- Agora além de tudo concorrer com um cachorro fedido, posso muito bem jogá-lo de um viaduto abaixo – falava alto e é surpreendido com uma voz.

- Nem tente – Sônia tinha ouvido tudo quando voltava pra pegar a cesta em que Sebastian tinha vindo – a que ponto você chegou em Arthur? Não sabe o quanto me decepciona ouvir isso, ai se o cachorro aparecer com um arranhão – advertia como quem adverte uma criança pois  era assim que ele se comportava.

Pelo menos a segurança do animalzinho estava preservada, graças a Sônia ter ouvido tudo, Arthur podia tentar qualquer coisa, mais nunca afrontaria a mãe, o novo integrante foi muito mimado pela dona e pelas pessoas que trabalhavam na casa, era o xodó e graças a aceitação Cecília saiu tranquila pra faculdade.

No caminho falava com Augusto: - Então essa era a surpresa?

- Você já está na Chácara? – se entregava.

- Chácara? Que chácara?

- Não, não falei chácara falei em casa – mentia sabia que não tinha nada a ver.

- Tô indo pra faculdade Augusto – isso era óbvio pelo horário -  você tá bem?

- Eu to ligado na tomada a 24horas, acho que é o sono.

- Ah – ela acredita – e só pra refrescar sua memória to falando do presente do Luan! Um filhote de labrador muito lindo!

- Ele te deu um cachorro? – nem ele esperava por isso.

- Você não sabia?

- Bom...é...sabia que era algo do tipo entende?

- Humm..sei! – acabou percebendo que Augusto não sabia de nada, então essa não era a surpresa de fato - Olha vai dormir tá? Você não funciona direito com sono. – desligava e virava a curva da esquina da faculdade, estranha, pois tinha uma movimentação enorme na frente, algum acidente? Alguém passou mal? Estaciona e encontra Bia a sua espera.

- Bom dia! O que está acontecendo aqui?

- Não sei, estava te esperando pra descobrirmos juntas – ria como se já soubesse de alguma coisa.

 Tinha uma equipe caracterizada em vestimentas vermelhas, com balões coloridos e maquiagem de palhaço, nada suspeito.  Faziam graça, distribuiam flores e recitavam poemas pra algumas garotas. 

- Estranho – comentava com a amiga – não olhei no calendário mais o que estamos comemorando hoje em Londrina? 

Caminhavam já subindo as escadas da faculdade: - Deve ser algo muito especial – ri agradecendo uma rosa que o palhaço lhe dava, mais ele esquecia de Cecília, a rosa vinha acompanhada de um cartãozinho onde alguns poemas estavam escritos.

- Não ganhei – lamentava parando e olhando pra Bia.

- Ô seu palhaço! Esqueceu da minha amiga aqui – gritava alto demais.

O palhaço virava-se na direção delas: - Ô, esqueci da bela moça? Que falha a minha! – ele fazia graça e tirava do seu chapéu umas rosas de plástico fazendo mágica e as entrega. Cecília aceita por educação: - A bela moça dos olhos verdes não gostou?

- São de plástico. – comenta.

- Ah – fala em tom triste e decepcionado – mais esqueceu de um detalhe, elas duram pra sempre! – ela o observava ainda em silêncio sem entender nada - espere um minuto certo? – virava correndo em direção a um carro todo colorido lá ele mexia como quem procura algo.
- Bia, acho melhor irmos vai que ele quer me pregar uma peça – falava baixinho.

- Vamos esperar – insistia – e ver no que vai acontecer, não custa nada, vai que é uma coisa boa!

O palhaço tirava do carro um ramalhete de rosas vermelhas e uma caixinha branca com um laço no mesmo tom das rosas. Cecília olhava encantada, mais aquilo não podia ser pra ela.

- Pra moça dos olhos verdes – o palhaço fazia graça em uma pirueta e lhe entregava as rosas e a caixinha.

Cecília as recebe e já ia perguntar quem as tinha mandado, mais não viu como aquela equipe foi tão ágil que já estavam todos dentro do carro, inclusive o palhaço que lhe abordara dando tchau e mandando beijos.

- Abre a caixinha! – Bia a cutucava de leve.

- Mais quem mandou isso?

- Só vai saber se abrir, vai que tem algum bilhete!

Cecília entregava as rosas a Bia e abria com cuidado a caixinha desfazendo seu laço vermelho, dentro da caixinha descansava uma rosa igual as que o palhaço tirou de seu chapéu, abaixo da rosa estava um pequeno bilhete e era impossível não conhecer aquela caligrafia tão particular.

- Eu não acredito! – falava emocionada – você sabia não era? O palhaço era ele? – perguntava em dúvida.

- Não, ele bem que quis mais seria arriscado e mesmo assim poderiam reconhecê-lo, mais lê o bilhete, to curiosa.

- Tudo bem – abria o papel e começava a ler: 

- Oi, olha eu aqui de novo! Agradeça a Bia por mim pela ideia dos palhaços e espero que tenha gostado dessa surpresa e das rosas, é uma pena que mesmo tão lindas não vão durar para sempre não é? Por isso que estou te mandando essa de plástico, não tem o aroma das de verdade, nem a mesmas beleza ou vitalidade, mais eu acredito que vai entender o seu significado. Luan.

- Você entendeu? – Bia perguntava.

- Acho que sim – sorria lembrando em como o seu dia estava sendo perfeito, entraram na faculdade, ela chamando a atenção de todos com aquele ramalhete de flores, Luan não ligou e ela imaginou que ele estava “voando” de volta, a aula era importante, cálculos e mais cálculos, até uma SMS dispersar sua atenção: - Caso não tenha entendido, eu vou te amar até aquela flor morrer. 

Não gostava de promessas ou planejar o futuro, o para sempre lhe causava medo, insegurança, gostava de viver o aqui e agora, mais o para sempre ao lado dele era tentador demais.

Bia foi questionada durante toda a manhã, ela sabia que não tinha parado por ali mais a amiga não contou, tiveram uma surpresa, a alguns meses atrás tinham se inscrito numa seleção de Trainee para passarem três meses na Inglaterra, bom pelo menos Cecília tinha se inscrito, na época perturbada dela queria se ver livre da família, fez os testes e não tinha esperanças de ser chamada, mais quando viu seu nome em meio os três selecionados não sabia se comemorava, agora além de tudo, tinha Luan.

- Você vai? – Bia perguntava apreensiva.

- Não sei! 

- São só seis meses, passa rápido.

Ela ri nervosa: - Se fosse você com o idiota do Arthur iria?

- Hoje sim. – admite.

- Porque tem motivos pra isso, eu não me vejo com motivos pra partir, não depois do que aconteceu hoje – admitia.

- Bom cabe a você decidir.

- Eu sei, obrigada por tudo e por não estar com ele. – referia-se ao irmão.

- É só um tempo, ele precisa sentir as coisas na pele e acho que está funcionando, pelo menos não aprontou mais. 


- Doce ilusão - Cecília pensava que Bia realmente era idiota o bastante pra acreditar na calmaria de Arthur mais não contestou nada, apenas partiu pro seu trabalho, desejando muito que as horas passassem e que se encontrasse no melhor abraço do mundo, o dele.


Partiu pro trabalho, pensando em tudo o que acontecia se realmente aquilo podia existir, provas e mais provas de amor que só aconteciam em filmes das grandes telas de cinema ou em romances na televisão. 

As horas não passavam, e tinha pilhas e mais pilhas de coisas pra organizar, achava que as surpresas tinham acabado por ali, realmente só esperava algo para  a noite, onde se encontrariam? Olhava o celular e nenhuma ligação, nenhuma sinal de nada relativo ao “mais tarde”.

- Paciência Maria Cecília – sussurrava baixinho como uma oração que era interrompida ao baterem na sua porta.

- Maria Cecília? – o senhor da portaria pedia licença e entrava – tem alguém lá embaixo esperando por você, acho que é importante, disse que se chama Augusto.

- Augusto? – fala assustada – o que será que tinha acontecido? Tinha a mania de pensar sempre no lado negativo da coisa e desceu as pressas vendo a pessoa que se movia impaciente de um lado pra outro.

- Augusto o que aconteceu?

- Cecília – a abraça nervoso – olha vai ficar tudo bem tá? Não foi nada grave – gritava e ela ficava ainda mais nervosa – me ajuda nisso tá? Faz parte da surpresa – sussurrava entre seus cabelos.

- O que aconteceu Augusto? -  a cena chamava atenção das pessoas.

- O Arthur – não tinha melhor pessoa pra usar nessa situação.

- Meu irmão? O que aconteceu? – adorava fazer essas cenas.

- Olha vai ficar tudo bem tá? Mais precisamos de você – suplicava.

- Querida – a secretária que passava na hora falava nervosa – eu vou pegar sua bolsa e comunicar ao nosso superior, vá logo e cuide do sue irmão ok? Não se preocupe que vai ficar tudo bem. – em segundos a secretária chegava com a bolsa e abraçava em tom de conforto, mesmo não sabendo o que estava acontecendo, apenas que parecia grave.

- O que foi aquilo? – falava enquanto abria seu carro no estacionamento.

- Eu sirvo pra ator? – ria alto.

- Eu quase acreditei em você! Mais tá tudo bem não é? – ainda duvidava.

- Eu tinha que arrumar uma forma de tirar você cedo do trabalho, essa foi minha missão de hoje – admitia  - e essa foi a única maneira de completar a tarefa, o que eu diria? Preciso levar ela comigo pois  o namorado está esperando. Não seria tão simples acha?

- O Luan já está aqui? – seu coração dava pulos.

- Desde que deixou o cachorrinho na sua porta – confessava.

- Ah, não acredito! Foi ele então?

- Vamos que ele está te esperando, você precisa passar em casa e pegar roupas ok? Eu quem vou te levar, quando for a hora certa. – ri.

- Porque quando for a hora certa?

- Você vai entender.

Cecília já em casa se perguntava o que vestir, como seria e onde seria, mais Augusto só adiantou que seria um jantar a dois, preferiu optar pelo estilo romântico casual, se sentia a vontade com Luan e sabia que não precisaria de tanta produção, pois conhecendo ela e ele não demorariam a despir toda a produção da noite.


Não tinha ninguém em casa além das empregadas e do Sebastian que simpatizou muito com Augusto.

- Ele é uma graça não é? – falava aparecendo na sala.

- Ele me mordeu umas mil vezes isso sim!

- Ele tá só brincando, não é Sebastian? – pegava o pequeno animal nos braços e brincava com seu focinho acariciando-o, ele não se irritava, parecia que os braços de sua dona eram o melhor lugar do mundo.

- Porque colocou esse nome?

- Ah sei lá, achei ele com a cara de Sebastian, calminho e comportado.

- Deixa ele crescer mais um pouco e começar a morder seus sapatos.

- Argh! Tá parecendo o Arthur – reclama – seu chato – põe o pequenino no chão que corria até os pés de Augusto.

- É só a verdade – ri.

- Já é hora? – pergunta.

- Ainda não começou a anoitecer – apontava para fora, o sol ainda brilhava só que com menos intensidade.

- E quando vai ser a hora certa? – batia o pé impaciente.

- Quando meu telefone tocar – apontava pro aparelho.

- O que estão aprontando hein? – empurrava Augusto pelo ombro – me conta vai! Eu juro não dizer ao Luan!

- Jura?

- Juro.

- Mesmo?

- Sim, agora conta logo vai!

- Então – dá uma paradinha fazendo suspense – você está linda hoje sabia? Agora não conta ao Luan que eu disse isso!

- Ah vá! Seu idiota! – senta derrotada e fica brincando com Sebastian.

- Com foi seu dia – conversava pra passar o tempo.

- Cheio de surpresas – fala monótona.

- Só do Luan né? 

- Pior que não! Algumas que eu não mais esperava.

- Como?

- A uns meses me inscrevi numa seleção de Treinee são seis meses na Inglaterra e eu fui selecionada – falava sem emoção, como se contasse um fato qualquer – eram só três vagas e eu estou entre elas.

- E você vai não é? Isso vai ser ótimo pro seu currículo profissional, nem pense em desistir – a alegria ia embora ao ver ela sem se importar – você não vai?

- Não sei – admitia confusa – seis meses fora não é mais minha prioridade.

- Isso é loucura, se for pelo Luan eu digo que ele iria concordar comigo!

- Ele não precisa saber – rebate – fim de papo ok?

Quando Augusto ia falar mais umas coisas seu telefone toca, era a voz de Bruna: - Alô?

- Como ela está? 

- Prontíssima – a olhava enquanto falava – podemos ir?

- Claro! Mais tudo como o combinado ok? A ideia foi minha e isso não pode dar errado – Bruna advertia.
- Tá bom senhora manda tudo, eu necessito muito dormir então vou cuidar de que saia tudo  certo pra evitar eventuais ligações suas. -  desliga antes que Bruna continuasse.

- Vamos agora?

- Bom, na verdade eu esqueci de dizer que minha parte na história se cumpriria com essa ligação.

- Como assim? – não entendia.

- Você vai sozinha.

- Sozinha? Pra onde?

- Você vai descobrir – pegava um envelope e lhe entregava – essa é a primeira pista. Boa sorte.

CONTINUA...
E agora hein? O que será que o Luan romântico vai aprontar?
Garanto que vão gostar...então 
AGUARDEM amores!
Mais uma vez peço desculpas pelo horário, estou fazendo o possivel pra não falhar com vocês!  Leio algumas Web's e sei o quanto é ruim esperar, ou faltar um capítulo, mais entendam que quando isso acontece não é por escolha minha! Espero nunca desapontá-las e PRECISO SABER, ESTOU ATENDENDO AS ESPECTATIVAS DE VOCÊS? Confesso que com a correria não tenho mais tempo de revisar os capitulos, estão gostando? De verdade? Querem que eu mude alguma coisa? Estou aberta a opiniões  e sugestões tamb ém, assim como criticas, mais por favor, que as mesmas sejam construtivas. =)
Sei que não exijo comentários, porque conheço minhas leitoras e sei que são muitas graças a Deus tenho mais de 200 visualizações por postagem. Mais quero que cooperem nesse Post e deixem aqui sua opinião, sem pressão como sempre tá?
Mais uma vez deixo aqui meu ASK, perguntem o que quiser, relacionado a #Fic ou não.
Meu TT @_Vanesssaa_ sigam ou peçam pra seguir!
Beijos Melhores Leitoras do Universo!
E tenham sempre isso com vocês:
Fé,Foco&Acreditar Sempre S2